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NOTICIA24 de set de 2026

Polícia desmantela grupo que vendia seus dados pessoais para golpistas por mensalidade

A Operação Perseu7 da PCDF prendeu 13 pessoas que lucraram R$ 7 milhões vendendo CPFs, endereços e dados sigilosos de governo em uma plataforma clandestina usada por quadrilhas de todo o Brasil.

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Você já se perguntou como um golpista sabe seu nome completo, CPF e até detalhes de processos judiciais antes de entrar em contato? A resposta pode estar em plataformas clandestinas como a desarticulada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em setembro de 2026. A Operação Perseu7 prendeu 13 pessoas em seis estados — São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Espírito Santo e Pernambuco — que faziam parte de uma organização criminosa que vendia dados sigilosos de brasileiros para outras quadrilhas. Entre março de 2021 e março de 2026, o grupo faturou mais de R$ 7 milhões, sendo R$ 4 milhões só em 2025. O esquema funcionava como uma assinatura: golpistas de todo o país pagavam uma mensalidade para acessar uma plataforma que, a partir de um CPF ou CNPJ, entregava nome completo, filiação, endereço, documentos, vínculos e até processos judiciais da pessoa. Os dados vinham de vazamentos e de vulnerabilidades em sistemas de órgãos públicos, conselhos profissionais e operadoras de telefonia. "Estelionatários de todo o país iam até ela para matar a sede de informações e saíam dali com o roteiro pronto do golpe", explicou a PCDF. O caso mais emblemático é o do falso advogado: munido de dados reais do processo da vítima, o criminoso se passa pelo defensor para exigir pagamentos. Os lucros eram lavados por meio de empresas de fachada, contas-bolsão e criptoativos. A Justiça determinou o bloqueio de imóveis, veículos de alto padrão e até uma embarcação. O grupo já estava desenvolvendo uma segunda plataforma do mesmo tipo. ## Como se proteger - **Desconfie de qualquer contato que saiba muitos detalhes seus**: nome, CPF, endereço e dados de processos não provam que quem liga é legítimo — esses dados podem ter sido comprados. - **Nunca pague nada por telefone ou WhatsApp** a alguém que diz ser advogado, funcionário de banco ou representante do governo, mesmo que ele saiba informações suas. - **Verifique seus dados expostos**: use o site do Banco Central (registrato.bcb.gov.br) para ver quais instituições têm seus dados e o Serasa para monitorar seu CPF. - **Ative o "BC Protege+"** no site do Banco Central para bloquear a abertura de contas em seu nome sem sua autorização. - **Consulte processos judiciais** diretamente nos sites dos tribunais (tjsp.jus.br, tjrj.jus.br etc.) — nunca por links enviados por mensagem. - Mantenha seus dados de contato atualizados nos órgãos públicos para receber alertas oficiais. ## O que fazer se você já caiu no golpe 1. **Registre um Boletim de Ocorrência** imediatamente, descrevendo como o contato aconteceu e quais dados o golpista demonstrou saber. 2. **Avise seu banco** sobre o ocorrido e solicite monitoramento reforçado da conta. 3. **Verifique se empréstimos ou contas foram abertas** no seu nome pelo Registrato (registrato.bcb.gov.br) e pelo Serasa. 4. **Denuncie a plataforma ou o contato suspeito** ao canal "Sem Fraude" do Governo Federal e à PCDF pelo site da Polícia Civil do DF. 5. **Guarde todas as provas**: prints de conversas, números de telefone usados, valores transferidos e qualquer informação que o golpista demonstrou saber sobre você. 6. Se seus dados foram usados para contratar serviços ou empréstimos, **procure um advogado** — você pode ter direito a ressarcimento.

Fonte/referência: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/09/24/policia-faz-operacao-contra-grupo-que-vendia-cpfs-cnpjs-e-dados-sigilosos-para-golpistas-fonte-para-as-fraudes.ghtml

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