Você já recebeu uma mensagem muito bem escrita, sem erros, pedindo algo urgente? Ou viu um vídeo de uma pessoa famosa indicando um investimento? Pode ter sido um golpe feito com inteligência artificial.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou **346.753 casos de estelionato eletrônico em 2025** — alta de 20,6% em relação ao ano anterior. E a inteligência artificial (IA) está no centro dessa escalada: com poucos dados sobre a vítima e uma ferramenta de IA, criminosos conseguem criar mensagens personalizadas e convincentes em minutos.
A situação preocupou tanto o governo que a **Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD)** publicou em 2026 um estudo técnico dedicado ao tema dos deepfakes — vídeos e áudios falsos criados por IA que imitam rostos e vozes reais. O estudo analisa como essa tecnologia está sendo usada para aplicar golpes financeiros no Brasil.
Além dos deepfakes, os ataques de phishing (mensagens falsas que imitam bancos, governo e empresas) também cresceram: o CERT.br registrou 22.818 casos só em 2025. Com a IA, essas mensagens ficaram muito mais difíceis de identificar — sem erros de português, com o visual correto da instituição e até com o nome da vítima.
## Como se proteger
- **Desconfie da urgência:** golpes quase sempre criam pressão para você agir rápido, sem pensar. Pare, respire e verifique.
- Se receber um vídeo ou áudio de alguém pedindo dinheiro, ligue diretamente para essa pessoa antes de fazer qualquer transferência.
- Nunca clique em links recebidos por mensagem ou e-mail para acessar seu banco ou o Gov.br — sempre acesse digitando o endereço no navegador.
- Ative a autenticação em dois fatores em todos os seus aplicativos importantes (banco, e-mail, WhatsApp).
- Reduza a quantidade de informações pessoais que você compartilha nas redes sociais — quanto menos dados disponíveis, mais difícil para a IA criar um golpe personalizado contra você.
## O que fazer se você já caiu no golpe
- Entre em contato com seu banco imediatamente para bloquear transações e acionar o MED (para Pix) ou contestar cobranças no cartão.
- Registre um Boletim de Ocorrência online — guarde prints e comprovantes de tudo.
- Se seus dados pessoais foram expostos, monitore seu CPF no Serasa e no site do Banco Central (registrato.bcb.gov.br) para verificar se há contas abertas em seu nome.
- Avise pessoas próximas: se um criminoso usou sua imagem ou voz para aplicar golpes, seus contatos também podem ter sido abordados.
Fonte/referência: https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/10/16/golpes-digitais-avancam-e-uso-de-ia-eleva-riscos-a-lgpd-1.ghtml
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