A história da empresária Flávia Teles, dona de um açougue em Goiânia, virou notícia no G1 e serve de alerta para qualquer pessoa que vende produtos ou serviços.
Dois criminosos fizeram pedidos pelo WhatsApp — picanhas, filé mignon, T-bone — e enviaram comprovantes de PIX falsos. As funcionárias, sem acesso à conta do açougue para confirmar o recebimento, liberaram as carnes. O golpe se repetiu **seis vezes**, causando um prejuízo de R$ 3.500. Só quando Flávia percebeu o padrão e armou uma cilada — colocando ossos, pelancas e pedras nas sacolas — um dos suspeitos foi preso pela Polícia Civil de Goiás.
Esse tipo de fraude está cada vez mais comum. Os criminosos usam aplicativos e até **inteligência artificial** para criar comprovantes de PIX que parecem reais, mas nunca houve transferência de fato. Outra variação usa o "PIX agendado": o golpista agenda a transferência, envia o comprovante de agendamento como se fosse pagamento confirmado, recebe o produto e depois cancela o agendamento.
## Como se proteger
- **Nunca libere produtos ou serviços com base em prints ou PDFs** de comprovante. A única prova válida é o dinheiro aparecer no extrato da sua conta.
- Abra o aplicativo do banco e confirme a entrada do valor **antes** de entregar qualquer coisa.
- Ative as **notificações em tempo real** do seu banco para saber na hora quando um PIX entra.
- Fique atento a comprovantes que mostram a palavra "agendado" — isso significa que o dinheiro ainda não chegou.
- Para vendas por delivery, estabeleça uma regra clara: só sai o produto após confirmação no extrato.
## O que fazer se você já caiu no golpe
- Registre um **Boletim de Ocorrência** imediatamente, com prints das conversas e do comprovante falso.
- Entre em contato com o seu banco e informe a fraude. Mesmo que o PIX não tenha ocorrido de fato, o banco pode ajudar a rastrear o número de telefone ou conta usada.
- Guarde todas as evidências: número de telefone do golpista, endereço de entrega, horário dos pedidos e os comprovantes falsos recebidos.
- Se possível, identifique o entregador que buscou o produto — ele pode ser uma testemunha importante.
Fonte/referência: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/07/02/clientes-fazem-pix-falso-para-acougue-e-recebem-ossos-pelancas-e-pedras-no-lugar.ghtml
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