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NOTICIA16 de set de 2026

Governo abre processo contra hospital por vazamento de dados de 500 mil pacientes, incluindo crianças

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou processo sancionador contra o Instituto Saúde e Cidadania (Isac) após ataque de ransomware expor registros médicos de meio milhão de pessoas. Entenda o que isso significa para você.

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Seus dados de saúde — prontuário, diagnóstico, histórico de exames — são informações extremamente sensíveis. E eles podem estar nas mãos de criminosos sem que você saiba. Em julho de 2026, a **Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD)** abriu um processo administrativo sancionador contra o **Instituto Saúde e Cidadania (Isac)** após um ataque de ransomware (sequestro de dados) ocorrido em 2025 que expôs registros de aproximadamente **500 mil pessoas** — incluindo cerca de 78.700 crianças e adolescentes e 48 mil idosos. O processo apura falhas graves: a organização não protegeu adequadamente dados sensíveis como prontuários e diagnósticos, e não notificou individualmente os pacientes afetados. O Isac negou o vazamento, mas a ANPD apontou que a instituição não apresentou provas dessa afirmação. Esse caso não é isolado. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registradas **43 comunicações formais de incidentes de segurança** no setor de saúde no Brasil. As causas mais comuns: roubo de credenciais de funcionários, acesso não autorizado a sistemas e falhas de segurança em softwares hospitalares. Impressionante: **88% dos incidentes ocorreram em instituições privadas**. O perigo real desses vazamentos é que criminosos usam os dados obtidos para aplicar golpes sofisticados — como o **golpe do falso médico**, em que ligam para familiares de pacientes internados usando informações reais do prontuário para parecer legítimos e pedir Pix urgente. ## Como se proteger - **Compartilhe seus dados de saúde apenas com quem precisa saber.** Evite fornecer informações médicas desnecessariamente em cadastros online ou por telefone. - **Descarte documentos médicos com cuidado** — rasgar ou destruir documentos com dados pessoais antes de jogar fora evita que caiam em mãos erradas. - Se receber ligações ou mensagens de "médicos" ou "hospitais" pedindo pagamento urgente, **desconfie sempre**. Hospitais não cobram por procedimentos via Pix ou WhatsApp. - Fique atento a comunicados do hospital onde você ou um familiar foi atendido — em caso de vazamento, a instituição tem obrigação legal de notificar os afetados. - Ative a **verificação em duas etapas** em seus aplicativos de saúde e no portal Gov.br para dificultar o acesso não autorizado. ## O que fazer se você já caiu no golpe 1. Se você foi vítima de um golpe que usou seus dados de saúde, **registre um Boletim de Ocorrência** por estelionato na Polícia Civil. 2. **Contate seu banco imediatamente** para tentar reverter qualquer transferência via Mecanismo Especial de Devolução (MED). 3. Você pode **exigir reparação do hospital** que teve seus dados vazados, com base no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor — a instituição responde pelos danos causados por falhas na proteção dos seus dados. 4. Denuncie o vazamento à **ANPD** pelo site gov.br/anpd — isso ajuda a fiscalizar e punir instituições que não protegem seus dados. 5. Monitore seu CPF regularmente no **Serasa** ou no **Registrato** (Banco Central) para identificar movimentações suspeitas.

Fonte/referência: https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2026/09/hospitais-nao-pedem-pagamentos-por-telefone-veja-como-se-proteger-cmu4hrsho012k01591rclbojc.html

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