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ALTOConfirmado06 de ago de 2026

Banco de dados do SISVISA expõe 102 mil registros de vigilância sanitária

Um banco de dados do Sistema de Informação em Vigilância Sanitária (SISVISA) ficou acessível sem senha na internet, expondo mais de 102 mil arquivos com CPF, biometria e documentos de saúde de brasileiros.

SISVISA — Sistema de Informação em Vigilância Sanitária
102.215 arquivos (79 GB) registros
CPFCNPJbiometriafotoimpressão digitalCNHdocumentos de saúderelatórios de inspeção
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## O que aconteceu Em agosto de 2026, o pesquisador de segurança Jeremiah Fowler descobriu um banco de dados do **SISVISA** — o Sistema de Informação em Vigilância Sanitária do Brasil — completamente aberto na internet, sem nenhuma senha ou criptografia. O SISVISA é a plataforma usada pelas autoridades de saúde para fiscalizar hospitais, farmácias, restaurantes e outros estabelecimentos, além de emitir licenças sanitárias. Em outras palavras, é um sistema crítico do governo — e estava acessível para qualquer pessoa que soubesse o endereço. O banco de dados continha exatamente **102.215 arquivos**, totalizando cerca de **79 GB de dados**. Qualquer pessoa poderia navegar pelas pastas chamadas "backups", "imports", "documentos" e "uploads" sem precisar fazer login. Após a divulgação responsável pelo pesquisador, o acesso público foi bloqueado. Porém, nenhuma autoridade respondeu oficialmente, e não se sabe por quanto tempo os dados ficaram expostos nem se alguém os acessou antes da correção. ## Quais dados foram expostos Os arquivos continham informações altamente sensíveis: - **Nome completo, endereço e telefone** de pessoas físicas - **CPF e CNPJ** (números de identificação fiscal) - **Fotos de rostos e impressões digitais** (dados biométricos) - **Cópias digitalizadas de CNH** e carteiras de identidade de médicos federais - **Relatórios de inspeção sanitária** e registros de reclamações - **Arquivos de backup** e documentos administrativos internos Esse tipo de dado vai muito além de um simples cadastro: com CPF, foto e biometria, é possível se passar por outra pessoa, abrir crédito em seu nome ou criar golpes altamente convincentes. ## Como se proteger Se você já teve contato com o SISVISA — seja como profissional de saúde, proprietário de estabelecimento ou cidadão que solicitou algum serviço de vigilância sanitária — vale redobrar a atenção: - **Monitore seu CPF** regularmente em serviços como o Registrato (Banco Central) e o Serasa Consumidor para detectar movimentações suspeitas - **Ative alertas de crédito** para ser notificado caso alguém tente abrir financiamentos ou cartões em seu nome - **Desconfie de ligações e e-mails** que mencionem dados seus como CPF, número de licença ou informações de saúde — podem ser tentativas de golpe usando os dados vazados - **Ative a autenticação em dois fatores** em todos os serviços que oferecem essa opção - **Não clique em links suspeitos** recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp, mesmo que pareçam vir de órgãos de saúde ## O que fazer se seus dados foram expostos 1. **Registre um boletim de ocorrência** se perceber uso indevido dos seus dados (pode ser feito online na delegacia virtual do seu estado) 2. **Notifique a ANPD** (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) em gov.br/anpd caso identifique uso indevido das suas informações 3. **Entre em contato com a Anvisa** ou com a vigilância sanitária do seu município para saber se seus dados constavam no sistema 4. **Bloqueie seu CPF para crédito** junto aos birôs de crédito (Serasa, SPC, Boa Vista) se suspeitar de uso fraudulento 5. **Guarde evidências** de qualquer tentativa de golpe ou uso indevido dos seus dados para eventual ação judicial

Fonte/referência: https://securityaffairs.com/196766/data-breach/exposed-sisvisa-database-leaks-102000-brazilian-health-surveillance-records.html

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